101 coisas em 1001 dias ♥

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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Espírito Santo ♥

Espírito Santo ore por mim
Leve pra Deus tudo aquilo que eu preciso
Espírito Santo use as palavras
Que eu necessito usar mas não consigo
Me ajude nas minhas fraquezas
Não sei como devo pedir
Espírito Santo
Vem interceder por mim

Todas as coisas cooperam pra o bem
Daqueles que amam a ti
Espírito Santo vem orar por mim

Estou clamando, estou pedindo
Só Deus sabe a dor que estou sentindo
Meu coração está ferido
Mas o meu clamor está subindo.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

♥ Seja um idiota

A idiotice é vital para a felicidade.

Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?

hahahahahahahahaha!...

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?

É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?

Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.

Dura, densa, e bem ruim.

Brincar é legal. Entendeu?

Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.

Pule corda!

Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.

Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.

Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.

Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...

Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!

Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!
 
Arnaldo Jabor

domingo, 16 de janeiro de 2011

Strange Angels ♥

Vi esse livro a primeira vez no site da Saraiva. Estava olhando alguns livros pra comprar e ele estava entre os lançamentos. Confesso que foi uma “atração a primeira vista”. Gostei da capa e do nome. E depois de ler a sinopse, decidi que queria ler. Logo estava na minha listinha de livros a ler e comprar. Mas a Saraiva não quis que eu gastasse 200 reais em livros em novembro (o que, hoje, eu agradeço, rs), então acabei deixando de lado. Mas apenas até encontrar uma promoção na Submarino em dezembro. Lá estava eu gastando quase 100 reais em alguns livros (Não me arrependo, afinal, comprei 8 livros por cerca de 9,90 cada).

Fiquei emocionada quando meus livros chegaram *-*. Nem vou falar da minha irritação pelos meus livros que a Submarino cancelou. Bom, assim que peguei os livros, o primeiro escolhido foi justamente Strange Angels. Estava muito curiosa para ler a história.

Logo que comecei, identifiquei a história com Supernatural. Tinha algumas coisas em particular que me lembravam muito a série (falando nela, saudade enorme do Dean *-*). O começo do livro não me convenceu muito. Eu me via perdida em algumas cenas, onde a autora deixava detalhes subentendidos. É inevitável lembrar-se da saga Crepúsculo quando os chupas-sangue são mencionados. Aliás, eu diria que me lembrei de vários livros, séries e filmes ao ler esse livro, rs. Mas não nego que Strange Angels tem suas particularidades.

Pra ser bem sincera, o livro só me prendeu de verdade do meio pro fim, ou mais especificamente quando Christophe entra na história. Até porque é quando ele entra que algumas coisas começam a se encaixar. Acho que a saga ainda tem muito a nos contar e tem tudo pra ser boa, só espero que a autora consiga essa proeza.

O príncipe encantado ♥



Esse foi um livro que li só por ler. Como não trouxe nenhum dos meus livros comigo quando me mudei, acabei recorrendo aos meus e-books. E esse foi o escolhido. Mas acabou se revelando apenas mais um livro de banca mal escrito. A história é repetitiva, mas ainda havia meios de fazê-la ser boa. Coisa que a autora não soube fazer. Há diversas cenas que eu parei e soltei um “hã?”, porque diabos a autora fez isso? 

Não tenho mais nem o que falar, além de que esse se tornou apenas mais um entre tantos outros.

A arte da sedução ♥


Faz mais de dois meses que li esse livro, mas me esqueci completamente de vir fazer a resenha. Ok! Não exatamente esqueci, só ficava com preguiça de escrevê-la. No fim, me dei conta que se eu não escrevesse logo, nunca escreveria. 

Não tenho muito que falar desse livro. Primeiro pelo tempo que terminei de ler. Então, tudo que eu pensei que poderia falar dele enquanto estava lendo, eu já me esqueci. Segundo que não foi um livro que me empolgou muito. Comecei a ler porque era um romance de época, mas a escrita da autora não me agradou muito. Talvez seja a tradução, também.

Sem contar que em algumas cenas tudo acontece rápido demais, sem emoção, sem maiores detalhes. E mais... vem aquela velha sensação de “decepção” com os rumos da história e a certeza que eu escreveria diferente e melhor (sem me achar demais, rs).

domingo, 26 de dezembro de 2010

Natal ♥

E lá se foi o Natal... Na atual circunstância, tenho que agradecer por ter passado. Faz muito tempo que não tenho um Natal, natal, de se fazer uma ceia, ter a familia toda reunida, trocar presente... Esse ano eu tinha planos para o meu Natal, mas há 2 meses tudo na minha vida mudou. Meu natal, consequentemente.

Passei o natal trabalhando e, apesar de ter chegado em casa morta à noite, agradeço por isso. Não sei o que teria sentido se tivesse ficado emc asa sozinha, sem nada pra fazer, com a cabeça vazia, apenas pensando, pensando... Não foi um dia fácil. Dia de saudade, de pensar, de se arrepender, de querer fugir, de jogar tudo pro alto, de chorar, de temer... No fim, só o sono pra apagar todas as coisas da cabeça. Afinal, o dia seguinte estava aí, com mais trabalho, mais saudade, mais cansaço... 

Feliz Natal (atrasado) para todos!

 

domingo, 28 de novembro de 2010

Tudo novo... De novo ♥


Um telefonema. Bastou apenas isso para minha vida dar um giro de 360º. Um giro que ainda não me acostumei e que nesse momento está me fazendo sentir o coração doer imensamente.

Dessa vez, é tudo novo em Cruzeiro do Sul, Acre, do outro lado do Brasil, se considerarmos onde estava morando. Me ligaram sexta feira para saber se eu ainda estava interessada em trabalhar no laboratório que havia feito uma entrevista em abril. Pega de surpresa pela ligação, a minha resposta foi sim. Então, me avisaram que dentro de alguns minutos a Dra. com quem eu havia conversado em Abril iria me ligar. Assim que desliguei o telefone, meu coração parecia querer saltar pela boca. Liguei pra minha irmã e pra minha mãe. Precisava falar imediatamente com alguém. O nervosismo só aumentava a cada segundo. Parei para pensar na possibilidade de ir embora, mas a única resposta que recebi do meu coração foi um sonoro não. Mais tarde recebi a ligação e me passaram todas as informações. Eu teria 2 dias para dar a resposta.

Foi um final de semana horrível. Não consegui dormir, só fazia chorar. Eu não tinha a mínima idéia do que fazer. A oportunidade de trabalho era única. Profissionalmente, era tudo que eu precisava. Mas meu coração se recusava a me deixar pensar racionalmente, me mostrando as pessoas que eu gostava e estavam ao meu redor e das quais eu teria que abrir mão do convívio. Como escolher entre aqueles que se gosta e aquilo que você precisa para se realizar profissionalmente e até mesmo no lado pessoal?

Em menos de uma semana, estava com tudo pronto e embarcando para uma nova cidade, mas sem nenhuma certeza do que estava fazendo. Estava tão fora de mim que nem sequer me preocupei com o nervosismo que sempre sentia ao me imaginar viajando de avião. Os três primeiros dias foram assustadores. Não conseguia nem mesmo desfazer as malas e quando fiz isso, a única coisa que consegui fazer foi chorar.

Os dias foram passando e me enfiei de cabeça no trabalho. As 3 semanas que estou aqui foram tão corridas, e agradeço por isso, que raramente eu tinha tempo à toa pra parar e pensar. Cheguei a dormir menos de 4 horas por noite, ia pro trabalho morrendo de cansaço, quis enfiar o travesseiro na cabeça e continuar dormindo, mas ainda assim foram uns dos melhores dias. Só não foram melhores porque eu sinto um vazio muito grande no coração, mas as vezes é preciso fazer sacrifícios, não é mesmo?

Espero que esses sacrifícios não sejam em vão e que eu consiga me realizar na minha vida profissional e que dê tudo certo nessa nova etapa que se inicia em minha vida.


E agora sim eu posso dizer: Estou cansada de tanto trabalhar, mas feliz por isso. =)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Metamorfose ♥


     Presidentes da República, mais cedo ou mais tarde, amanhecem um belo dia como ex-presidentes. Em geral é um choque. Para os que entendem, de verdade, que numa democracia não dá para ninguém ser presidente pelo resto da vida, o impacto é recebido com mais naturalidade e pode ser administrado de forma mais racional. Para os que se julgam superiores a todos os que vieram antes deles ou que possam vir depois, e só se levantam da cadeira porque a lei os obriga, a hora da saída é um terremoto interior. Na cerimônia de transmissão do cargo talvez façam esforços para demonstrar ao público que aceitam de boa graça o fim do seu período na Presidência, sobretudo se conseguem eleger seu sucessor. Mas, secretamente, acham que a regra do tempo fixo para os mandatos só é aceitável em relação aos outros; não se conformam que seja aplicada também a eles, pois não aceitam a idéia de que exista qualquer outra ocupação à sua altura.

     No próximo domingo, com a definição de quem ficará em seu lugar a partir de 1º de janeiro de 2011, começa para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a contagem regressiva que o levará, dentro de dois meses, às realidades da ex-Presidência. O presidente, por tudo o que tem dito e feito nesta reta final da campanha, dá a impressão de estar gostando cada vez menos da perspectiva de voltar para casa. Já avisou que não vai “passar o bastão” da Presidência ao sucessor, porque “o bastão é do povo”; não explicou como, na prática, o povo iria utilizar o bastão que pretende lhe deixar, mas a conversa é de quem não quer largar o osso. Deu para se comparar, de novo, a Jesus Cristo, e garante que as derrotas dos seus adversários são “vingança de Deus” contra quem se opõe a ele. Cada vez mais, em seus discursos, diz que não vai “admitir”, não vai “aceitar”, não vai “deixar” que aconteça isso ou aquilo, como se o futuro do país estivesse sujeito à sua aprovação pessoal. O que fica, desta conversa toda, é a sensação de que Lula, no fundo, acha uma tremenda injustiça a necessidade de deixar a Presidência.É como se perguntasse: para que serve, então, ter 80% de popularidade, em vez de 30%, por exemplo, ou até de 1%, se você tem de ir embora do mesmo jeito?

      O fato é que o presidente da República tem no momento duas possibilidades à sua frente, e nenhuma é animadora. Uma vitória do candidato da oposição José Serra, no turno decisivo das eleições seria tão ruim, do seu ponto de vista, que nem o próprio Lula, provavelmente, é capaz de imaginar as reações que poderia ter diante de uma calamidade dessas. Uma vitória da candidata oficial, Dilma Rousseff, seria melhor, é claro, até porque ela sempre deverá ao presidente 100% dos votos que recebeu no primeiro turno e vai receber no segundo. É melhor, mas não resolve. Na verdade, ninguém resolve a vida de quem quer ficar mas precisa sair – e, se acaso alguém pudesse resolver, esse alguém certamente não seria o sucessor. No curto caminho que os presidentes fazem entre a porta do seu gabinete e a porta de saída do Palácio do Planalto, no dia em que passam a faixa, muito se perde e tudo se transforma; ao colocarem o pé na rua, no primeiro instante de sua nova vida como ex-presidentes, o mundo já é outro. A mudança mais notável é a rapidez com que vão deixando de ser prioritários os esforços que as pessoas fazem para estar perto deles. Certas coisas, talvez a maioria, perdem subitamente a importância – índices de popularidade, por exemplo, servem para bem pouco depois que se deixa a Presidência. Por mais que lhes devam o cargo, os sucessores logo começam a descobrir seus próprios méritos; o que jamais faltará é gente à sua volta dizendo exatamente isso. Elogios ao ex vão se tornando mais raros; a uma certa altura, passam a ser expressamente não recomendáveis. O sucessor não demora a se acostumar com a força de sua caneta. Habitua-se rapidamente, também, a pensar primeiro em si; dificilmente passará os próximos quatro anos tendo como prioridade o bem-estar e o futuro do seu antecessor.
 
     Uma das mais célebres transformações registradas na literatura mundial está no conto A Metamorfose, de Kafka; ali, como se sabe, o caixeiro-viajante Gregor Samsa, bom moço e herói da própria família, acorda um dia transformado num gigantesco inseto. A partir daí, o que realmente causa angústia não é a metamorfose de Samsa; perturbador, mesmo, é a mudança gradual e impiedosa nas pessoas que estão a sua volta. É para lidar com isso que presidentes da República a caminho da saída deveriam se preparar.

J. R. Guzzo
Artigo extraído da revista Veja - Edição 2188 - Ano 43 - nº 43
 
    
 
      *Resolvi colocar esse artigo aqui, porque foi uma das melhores opiniões que já li em relação ao presidente Lula e a atual eleição. Sendo assim, não preciso nem dizer que concordo plenamente com o que foi dito.