101 coisas em 1001 dias ♥

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domingo, 16 de janeiro de 2011

Strange Angels ♥

Vi esse livro a primeira vez no site da Saraiva. Estava olhando alguns livros pra comprar e ele estava entre os lançamentos. Confesso que foi uma “atração a primeira vista”. Gostei da capa e do nome. E depois de ler a sinopse, decidi que queria ler. Logo estava na minha listinha de livros a ler e comprar. Mas a Saraiva não quis que eu gastasse 200 reais em livros em novembro (o que, hoje, eu agradeço, rs), então acabei deixando de lado. Mas apenas até encontrar uma promoção na Submarino em dezembro. Lá estava eu gastando quase 100 reais em alguns livros (Não me arrependo, afinal, comprei 8 livros por cerca de 9,90 cada).

Fiquei emocionada quando meus livros chegaram *-*. Nem vou falar da minha irritação pelos meus livros que a Submarino cancelou. Bom, assim que peguei os livros, o primeiro escolhido foi justamente Strange Angels. Estava muito curiosa para ler a história.

Logo que comecei, identifiquei a história com Supernatural. Tinha algumas coisas em particular que me lembravam muito a série (falando nela, saudade enorme do Dean *-*). O começo do livro não me convenceu muito. Eu me via perdida em algumas cenas, onde a autora deixava detalhes subentendidos. É inevitável lembrar-se da saga Crepúsculo quando os chupas-sangue são mencionados. Aliás, eu diria que me lembrei de vários livros, séries e filmes ao ler esse livro, rs. Mas não nego que Strange Angels tem suas particularidades.

Pra ser bem sincera, o livro só me prendeu de verdade do meio pro fim, ou mais especificamente quando Christophe entra na história. Até porque é quando ele entra que algumas coisas começam a se encaixar. Acho que a saga ainda tem muito a nos contar e tem tudo pra ser boa, só espero que a autora consiga essa proeza.

O príncipe encantado ♥



Esse foi um livro que li só por ler. Como não trouxe nenhum dos meus livros comigo quando me mudei, acabei recorrendo aos meus e-books. E esse foi o escolhido. Mas acabou se revelando apenas mais um livro de banca mal escrito. A história é repetitiva, mas ainda havia meios de fazê-la ser boa. Coisa que a autora não soube fazer. Há diversas cenas que eu parei e soltei um “hã?”, porque diabos a autora fez isso? 

Não tenho mais nem o que falar, além de que esse se tornou apenas mais um entre tantos outros.

A arte da sedução ♥


Faz mais de dois meses que li esse livro, mas me esqueci completamente de vir fazer a resenha. Ok! Não exatamente esqueci, só ficava com preguiça de escrevê-la. No fim, me dei conta que se eu não escrevesse logo, nunca escreveria. 

Não tenho muito que falar desse livro. Primeiro pelo tempo que terminei de ler. Então, tudo que eu pensei que poderia falar dele enquanto estava lendo, eu já me esqueci. Segundo que não foi um livro que me empolgou muito. Comecei a ler porque era um romance de época, mas a escrita da autora não me agradou muito. Talvez seja a tradução, também.

Sem contar que em algumas cenas tudo acontece rápido demais, sem emoção, sem maiores detalhes. E mais... vem aquela velha sensação de “decepção” com os rumos da história e a certeza que eu escreveria diferente e melhor (sem me achar demais, rs).

domingo, 26 de dezembro de 2010

Natal ♥

E lá se foi o Natal... Na atual circunstância, tenho que agradecer por ter passado. Faz muito tempo que não tenho um Natal, natal, de se fazer uma ceia, ter a familia toda reunida, trocar presente... Esse ano eu tinha planos para o meu Natal, mas há 2 meses tudo na minha vida mudou. Meu natal, consequentemente.

Passei o natal trabalhando e, apesar de ter chegado em casa morta à noite, agradeço por isso. Não sei o que teria sentido se tivesse ficado emc asa sozinha, sem nada pra fazer, com a cabeça vazia, apenas pensando, pensando... Não foi um dia fácil. Dia de saudade, de pensar, de se arrepender, de querer fugir, de jogar tudo pro alto, de chorar, de temer... No fim, só o sono pra apagar todas as coisas da cabeça. Afinal, o dia seguinte estava aí, com mais trabalho, mais saudade, mais cansaço... 

Feliz Natal (atrasado) para todos!

 

domingo, 28 de novembro de 2010

Tudo novo... De novo ♥


Um telefonema. Bastou apenas isso para minha vida dar um giro de 360º. Um giro que ainda não me acostumei e que nesse momento está me fazendo sentir o coração doer imensamente.

Dessa vez, é tudo novo em Cruzeiro do Sul, Acre, do outro lado do Brasil, se considerarmos onde estava morando. Me ligaram sexta feira para saber se eu ainda estava interessada em trabalhar no laboratório que havia feito uma entrevista em abril. Pega de surpresa pela ligação, a minha resposta foi sim. Então, me avisaram que dentro de alguns minutos a Dra. com quem eu havia conversado em Abril iria me ligar. Assim que desliguei o telefone, meu coração parecia querer saltar pela boca. Liguei pra minha irmã e pra minha mãe. Precisava falar imediatamente com alguém. O nervosismo só aumentava a cada segundo. Parei para pensar na possibilidade de ir embora, mas a única resposta que recebi do meu coração foi um sonoro não. Mais tarde recebi a ligação e me passaram todas as informações. Eu teria 2 dias para dar a resposta.

Foi um final de semana horrível. Não consegui dormir, só fazia chorar. Eu não tinha a mínima idéia do que fazer. A oportunidade de trabalho era única. Profissionalmente, era tudo que eu precisava. Mas meu coração se recusava a me deixar pensar racionalmente, me mostrando as pessoas que eu gostava e estavam ao meu redor e das quais eu teria que abrir mão do convívio. Como escolher entre aqueles que se gosta e aquilo que você precisa para se realizar profissionalmente e até mesmo no lado pessoal?

Em menos de uma semana, estava com tudo pronto e embarcando para uma nova cidade, mas sem nenhuma certeza do que estava fazendo. Estava tão fora de mim que nem sequer me preocupei com o nervosismo que sempre sentia ao me imaginar viajando de avião. Os três primeiros dias foram assustadores. Não conseguia nem mesmo desfazer as malas e quando fiz isso, a única coisa que consegui fazer foi chorar.

Os dias foram passando e me enfiei de cabeça no trabalho. As 3 semanas que estou aqui foram tão corridas, e agradeço por isso, que raramente eu tinha tempo à toa pra parar e pensar. Cheguei a dormir menos de 4 horas por noite, ia pro trabalho morrendo de cansaço, quis enfiar o travesseiro na cabeça e continuar dormindo, mas ainda assim foram uns dos melhores dias. Só não foram melhores porque eu sinto um vazio muito grande no coração, mas as vezes é preciso fazer sacrifícios, não é mesmo?

Espero que esses sacrifícios não sejam em vão e que eu consiga me realizar na minha vida profissional e que dê tudo certo nessa nova etapa que se inicia em minha vida.


E agora sim eu posso dizer: Estou cansada de tanto trabalhar, mas feliz por isso. =)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Metamorfose ♥


     Presidentes da República, mais cedo ou mais tarde, amanhecem um belo dia como ex-presidentes. Em geral é um choque. Para os que entendem, de verdade, que numa democracia não dá para ninguém ser presidente pelo resto da vida, o impacto é recebido com mais naturalidade e pode ser administrado de forma mais racional. Para os que se julgam superiores a todos os que vieram antes deles ou que possam vir depois, e só se levantam da cadeira porque a lei os obriga, a hora da saída é um terremoto interior. Na cerimônia de transmissão do cargo talvez façam esforços para demonstrar ao público que aceitam de boa graça o fim do seu período na Presidência, sobretudo se conseguem eleger seu sucessor. Mas, secretamente, acham que a regra do tempo fixo para os mandatos só é aceitável em relação aos outros; não se conformam que seja aplicada também a eles, pois não aceitam a idéia de que exista qualquer outra ocupação à sua altura.

     No próximo domingo, com a definição de quem ficará em seu lugar a partir de 1º de janeiro de 2011, começa para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a contagem regressiva que o levará, dentro de dois meses, às realidades da ex-Presidência. O presidente, por tudo o que tem dito e feito nesta reta final da campanha, dá a impressão de estar gostando cada vez menos da perspectiva de voltar para casa. Já avisou que não vai “passar o bastão” da Presidência ao sucessor, porque “o bastão é do povo”; não explicou como, na prática, o povo iria utilizar o bastão que pretende lhe deixar, mas a conversa é de quem não quer largar o osso. Deu para se comparar, de novo, a Jesus Cristo, e garante que as derrotas dos seus adversários são “vingança de Deus” contra quem se opõe a ele. Cada vez mais, em seus discursos, diz que não vai “admitir”, não vai “aceitar”, não vai “deixar” que aconteça isso ou aquilo, como se o futuro do país estivesse sujeito à sua aprovação pessoal. O que fica, desta conversa toda, é a sensação de que Lula, no fundo, acha uma tremenda injustiça a necessidade de deixar a Presidência.É como se perguntasse: para que serve, então, ter 80% de popularidade, em vez de 30%, por exemplo, ou até de 1%, se você tem de ir embora do mesmo jeito?

      O fato é que o presidente da República tem no momento duas possibilidades à sua frente, e nenhuma é animadora. Uma vitória do candidato da oposição José Serra, no turno decisivo das eleições seria tão ruim, do seu ponto de vista, que nem o próprio Lula, provavelmente, é capaz de imaginar as reações que poderia ter diante de uma calamidade dessas. Uma vitória da candidata oficial, Dilma Rousseff, seria melhor, é claro, até porque ela sempre deverá ao presidente 100% dos votos que recebeu no primeiro turno e vai receber no segundo. É melhor, mas não resolve. Na verdade, ninguém resolve a vida de quem quer ficar mas precisa sair – e, se acaso alguém pudesse resolver, esse alguém certamente não seria o sucessor. No curto caminho que os presidentes fazem entre a porta do seu gabinete e a porta de saída do Palácio do Planalto, no dia em que passam a faixa, muito se perde e tudo se transforma; ao colocarem o pé na rua, no primeiro instante de sua nova vida como ex-presidentes, o mundo já é outro. A mudança mais notável é a rapidez com que vão deixando de ser prioritários os esforços que as pessoas fazem para estar perto deles. Certas coisas, talvez a maioria, perdem subitamente a importância – índices de popularidade, por exemplo, servem para bem pouco depois que se deixa a Presidência. Por mais que lhes devam o cargo, os sucessores logo começam a descobrir seus próprios méritos; o que jamais faltará é gente à sua volta dizendo exatamente isso. Elogios ao ex vão se tornando mais raros; a uma certa altura, passam a ser expressamente não recomendáveis. O sucessor não demora a se acostumar com a força de sua caneta. Habitua-se rapidamente, também, a pensar primeiro em si; dificilmente passará os próximos quatro anos tendo como prioridade o bem-estar e o futuro do seu antecessor.
 
     Uma das mais célebres transformações registradas na literatura mundial está no conto A Metamorfose, de Kafka; ali, como se sabe, o caixeiro-viajante Gregor Samsa, bom moço e herói da própria família, acorda um dia transformado num gigantesco inseto. A partir daí, o que realmente causa angústia não é a metamorfose de Samsa; perturbador, mesmo, é a mudança gradual e impiedosa nas pessoas que estão a sua volta. É para lidar com isso que presidentes da República a caminho da saída deveriam se preparar.

J. R. Guzzo
Artigo extraído da revista Veja - Edição 2188 - Ano 43 - nº 43
 
    
 
      *Resolvi colocar esse artigo aqui, porque foi uma das melhores opiniões que já li em relação ao presidente Lula e a atual eleição. Sendo assim, não preciso nem dizer que concordo plenamente com o que foi dito.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Para o mundo que eu quero subir ♥

    
     Quem nunca ouviu a frase: Para o mundo que eu quero descer? Eu já ouvi várias vezes e geralmente as pessoas a usam quando estão com suas vidas num ritmo muito acelerado de trabalho ou muito cansadas, estressadas. Hoje, também quero pedir ao mundo para parar, porque eu quero (e preciso) subir! Não quero mais ficar vendo o mundo onde as outras pessoas vão passando, girando, enquanto eu simplesmente olho, sem conseguir subir. Eu quero subir, eu quero girar, eu quero correr, eu quero simplesmente me sentir em sintonia com as outras pessoas.

     O mundo já ficou tempo parado demais pra mim. Já curti a vida de preguiça por tempo suficiente. É estranho hoje ouvir as pessoas falarem que gostariam de ficar dias sem fazer nada, só curtindo preguiça. Eu gostaria de trocar com elas, curtir um dia de correria, de trabalho, até mesmo de problemas e dor de cabeça, só para me sentir útil por um tempo, para saber o que é trabalhar e o que é sensação de querer um dia de preguiça porque se trabalhou demais, porque se está cansado de tantos problemas. Não quero mais ter dias de preguiça porque é apenas isso que me resta fazer.

     Ficar parado é muito ruim. O desanimo vai tomando conta da gente de uma tal forma que quando se dá conta, você não consegue se livrar dele. Você não faz nada o dia todo, gostaria de fazer, mas só de pensar em algo, já sente preguiça. Você é dominado por essa preguiça. Não consegue se livrar dela. Vocês viram parceiras. Quando chega a noite, olha-se pra trás e se pergunta o que você fez durante o seu dia. A resposta é sempre a mesma, já se acostumou com ela, mas não consegue se desfazer do gosto amargo que ela sempre deixa em sua boca ou na pontinha de desapontamento que surge. Pensar e lembrar que não fez nada (útil) o dia todo é... Não sei nem se consigo colocar isso em palavras. No fim do dia, me sinto cansada, não fisicamente, mas mentalmente.
     Todo esse meu desanimo afetou também a minha vontade de ler. Sim, até mesmo esse vício eu deixei de lado. Não consigo me concentrar pra ler. Não consigo achar uma história que me prenda. E olha que livros eu tenho, mas não dá vontade de ler nenhum deles. Dá vontade de ler aqueles que eu não tenho, mas será que se eu os tivesse, eu realmente iria querer ler? Acho difícil.

     Ahh, não posso só reclamar da vida. Também tem acontecido coisas boas. Terminei meu artigo de pós graduação, sábado eu já serei uma Biomédica Especialista em Hematologia, encontrei cursos na área de pericia criminal aqui em São Paulo pra eu fazer ano que vem, conheci uma pessoa legal (:D), estou criando outro tipo de vínculo muito especial com a minha irmã... entre outras coisas, rs.

     Enfim, deixando de reclamar e pensando no futuro, com o fim da pós graduação, espero que eu consiga um emprego (se não for pedir mundo, que seja na minha área) e que as coisas mudem um pouquinho, ao menos ao ponto que eu me sinta bem comigo mesma. E que tudo que está acontecendo de bom na minha vida, continue dando certo, porque são coisas importantes pra mim.

Os homens que não amavam as mulheres ♥

     A primeira vez que "ouvi" falar desse livro foi em uma comunidade do orkut. Creio que na época o livro tinha acabado de ser lançado no Brasil, pois várias pessoas comentavam que queriam ou que tinham lido. Diante de tantos comentários fiquei curiosa pra ler também, porém, como eu já imaginava isso ia demorar muito, rs. Foi só depois de algum tempo que descobri que esse tal livro que tanto falavam era o primeiro volume de uma trilogia, a Trilogia Millenium.

     Depois disso, li uma reportagem na revista Veja, onde falavam da série e sobre o livro que seria lançado sobre a mesma. A minha curiosidade em ler só aumentou, pois a crítica da revista foi consideravelmente boa (levando em consideração as críticas de filmes que fazem na Veja São Paulo... filme nenhum é bom o bastante pra eles). Pensei em ler pelo pc, mas esse é um dos livros que, apesar de querer muito ler, prefiro esperar e ler o livro. Surgiu a oportunidade de eu comprá-lo recentemente em uma promoção da Saraiva (eu acho, ou submarino, não lembro, rs), mas, porém, contudo, entretanto, todavia existia um problema: a capa do livro. Sim! Eu queria o livro da capa bonita, que era mais caro, não a capa feia da edição econômica. Sei que o contéudo é o mesmo e bla bla bla, mas ainda assim eu queria a capa bonita.

     No fim, entre ter a capa bonita e não ter nenhum, decidi ficar com a capa feia e comprei os dois primeiros livros da série. E depois dessa longa história, vamos, enfim, falar do livro.

     O que falar sobre ele? Acho que é por isso que fiquei nesse bla bla bla, porque na realidade não sei o que escrever sobre Os homens que não amavam as mulheres. É sério! Se alguém me perguntar hoje se a série é boa vou ter que responder que não sei. E daí devem se perguntar, "como assim não sabe? Vc lê o livro e não sabe se ele é bom?" Exatamante! Não sei como definir o que sinto ou senti lendo esse livro. Em alguns momentos penso em colocá-lo como um livro bom e em outras como mais ou menos. Vamos ao porque...

     O livro começa estranho. Começam falando de um senhor que recebe uma flor todos os anos, mas não sabe quem é o remetente. E esse fato o deixa irritado, intrigado e eu diria amedrontado. Depois desse senhor comunicar a outro senhor o recebimento dessa flor, o autor fala horas e horas (literalmente) sobre a tal flor, de onde veio, como chama e bla bla bla. Acaba o prólogo e ninguém entende nada. Mas tudo bem, a gente nunca entende nada do que escrevem no prólogo até ler o livro, não é mesmo?

     No primeiro capítulo somos aprensentados a Mikael Blomkvist e uma longa história sobre a vida dele se segue. Lá pela página 80, quando Henrik (o velho que recebeu a flor no prólogo) aparece, as coisas começam a fazer um pouco de sentido. Mas devo confessar que um sentido confuso. Henrik quer descobrir o que aconteceu com sua sobrinha que desapareceu há mais de 40 anos e pede a ajuda de Mikael para isso. Este, que está com sua carreira jornalistica arruinada, aceita ajudá-lo após saber que em um ano poderá dar a volta por cima em sua carreira com informações dadas por Henrik.

     Mikael começa então a saber como tudo aconteceu no dia em que Harriet desapareceu. E daí a história volta a ficar confusa e um pouco cansativa. A família de Henrik é enorme e eu acabava me perdendo em meio a tanta gente, tanta descrição do autor sobre a vida de cada membro da família. Às vezes eu precisava retornar algumas páginas pra conseguir me lembrar quem era mãe de quem, quem era primo de quem, quem era quem. E esse fato do autor sempre ter algo a contar sobre alguém ou algo, deixava as coisas cansativas.

     Mas continuei lendo, principalmente porque queria saber o que realmente tinha acontecido com Harriet. E esse é um fato do livro que não dá pra não ficar curioso. A forma como o autor montou o desaparecimento dela é íncrivel, você fica fazendo várias perguntas a si mesma sobre o que pode ter acontecido.

     Lisbeth. Ela é o outro motivo que me fez querer continuar lendo, quer dizer, ao menos quando ela e Mikael se encontram, que é quando o livro finalmente engata a marcha e fica melhor. Porém, é justamente com Lisbeth que acontece as cenas mais pesadas da história. Confesso que fiquei um pouco assustada e boqueiaberta com a forma como o autor escreveu e fez as coisas acontecerem com essa personagem. Mas, enfim...

     Então, respondendo porque não sei o que achar sobre o livro... Se me basear na história do desaparecimento de Harriet, vou dizer que gostei. Se me basear na enrolação e quantidade de personagens do autor, vou dizer que achei confuso e cansativo. Se me basear nas coisas que aconteceram com Lisbeth, nas relações entre alguns personagens, vou dizer que é encandaloso e um romance frio, sem graça. Me dei conta que achei mais coisas que não gostei do que coisas que gostei, rs. Mas pensando no todo, eu diria que vale a pena ler a história só pelo mistério que há nela.

     E quanto a continuação da série, eu pretendo ler, sim. Comecei, inclusive, mas não consegui passar da página 30, não por culpa do livro, mas por culpa minha mesmo... Só que esse é um assunto para o próximo post do blog.