101 coisas em 1001 dias ♥

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terça-feira, 17 de julho de 2012

♥ Doce Vingança


     Não sei porque escolhi esse livro pra dar início ao desafio que fiz com as meninas, mas não me arrependo. O livro é bom, bem escrito e a história é envolvente. Nora Roberts mais uma vez me encantou com uma de suas histórias.

      Em Doce Vingança há amor, drama, suspense e porque não dizer cultura? Sim. Nora nos leva até o Oriente Médio, trazendo para nossas mãos outra forma de vida, outros costumes, outras leis. Sempre gostei de ler sobre outras épocas e outras culturas. Apesar de não me conformar com leis tão absurdas, diga-se de passagem. Ficava inconformada cada vez que igualavam uma mulher a nada, enquanto que os homens eram tudo.

     O amor entre Addy e Philip é algo puro e encantador. Quando eu pensava em parar de ler por causa dos olhos ardendo começava uma cena deles juntos, dai eu continuava e nunca me arrependia. O suspense era outro fator que fazia eu querer ficar grudada na tela do computador. Queria saber cada plano que Addy fazia para roubar o Sol e a Lua das mãos do rei Abdu, seu pai.

      O livro é bom, sem dúvida, porém o final deixa a desejar. A vingança de Adrianne contra seu pai, o cruel rei de Jaquir, que foi o causador da morte de sua mãe, foi o tema central de todo o livro. E quando finalmente Addy tem a sua vingança colocada em prática, falta emoção, falta história. Afinal, o livro chega ao fim, pode-se dizer, quando ainda deveria ter mais o que falar. Acho que o rei merecia uma vingança mais brutal, ou mortal, rs.

       Mas, a leitura foi proveitosa, foi gostosa e valeu a pena, sim. Recomendo!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

♥ As Irmãs Keys

         Faz tanto tempo que não faço a resenha de um livro, que tenho a ligeira impressão que perdi a prática. Assim como perdi a prática de escrever sobre qualquer determinado assunto... Estou há mais de uma hora pensando como ou por onde começar, mas nada sai como eu esperava. E isso é estranho. Quando terminei de ler o livro, um monte de coisa pareceu brotar em minha mente, várias ideias do que falar sobre a história que andei lendo na última semana, mas agora... Tudo simplesmente fugiu!

       Sei que não farei aqui a resenha que realmente gostaria de fazer, mas vou tentar, aos poucos, resgatar o que pensei mais cedo, antes de finalmente abrir o note para publicar a resenha. Acho que o meu maior problema é exatamente esse. Consigo pensar... E muito. Porém, quando tenho que realmente passar para o 'papel' eu simplesmente não consigo me expressar da forma como gostaria, ou ao menos, como fazia antes.

         Sem mais enrolação... Vamos falar sobre a Trilogia das Irmãs Keyes. 
         
       Um dia desses, falando com a Vaca, ela me falou sobre os livros das Irmãs Keyes. Disse que tinha lido e gostado muito. Como sempre gosto das opiniões literárias dessa criatura do meu coração, eu procurei maiores informações e gostei dos enredos. E num ato de pura loucura, acabei comprando Um gosto de vida e Um gosto de amor, após uma promoção da Saraiva. Os livros chegaram logo, mas apesar disso, eu não andava muito animada com leituras.

      Esse ano, acho que não havia lido nenhum livro ainda, salvo Alguém para amar, que estou relendo aos poucos. Eu estava completamente desatualizada sobre livros e sequer sentia necessidade ou vontade para ler. Eu simplesmente deixei cair no esquecimento aquele gosto tão especial pela leitura. Mas, num dia em que nada parecia estar bom, acabei me recolhendo em uma rede e peguei o primeiro livro da trilogia para ler. Em poucos minutos eu me vi envolta com a história. Gostei da escrita de Susan Mallery e também do tema. Histórias de irmãs e amigas sempre mexem comigo e me fazem querer ler mais e mais. O livro é bem escrito e muito bem elaborado. A história consegue te prender do começo ao fim. Para quem gosta de romance e dramas familiares, este é o livro ideal para se ler. 

        Em Um gosto de vida, conhecemos Claire. Uma famosa pianista que volta para Seattle para cuidar da irmã gêmea, bivitelina como ambas sempre deixam claro, que não vê há mais de 10 anos. Elas foram separadas quando tinham apenas 6 anos, pois Claire foi com a avô tocar piano pelo mundo. Quando a mãe delas morreu, Nicole culpou Claire e então disse que nunca mais queria vê-la. Mas agora Nicole passaria por uma cirurgia e precisava de ajuda, uma vez que Jesse, a irmã caçula não estava mais morando na mesma casa que a irmã mais velha. A relação de Claire e Nicole não poderia ser pior. Apesar de todas as tentativas de Claire, Nicole se mostra irredutivel em sua tarefa de odiar a irmã e fazê-la se sentir mal, além de culpá-la por tudo de ruim que aconteceu em sua vida. 

       E para complicar ainda mais a vida de Claire, ela conhece Wyatt, melhor amigo de Nicole, que demonstra odiá-la mesmo sem conhecê-la. É um caminho doloroso, mas que Claire enfrenta com muita coragem e determinação. E haja determinação para conseguir aguentar a megera Nicole.  

      Em poucos dias estava terminando o primeiro livro, sem querer que ele realmente acabasse. Sabia que teria outro livro, mas estava relutante em ler, pois Um gosto de amor era centrado em Nicole e eu não gostei muito dela. E quem gostaria? Ela culpava Claire por tudo. Culpava Claire por tocar tão bem, por ter ido embora, pela mãe delas ter preferido ir embora a ficar com ela e Jesse, pela morte da mãe. Sequer conseguia admitir a sua própria culpa para as coisas estarem do jeito que estavam. Nicole se mostrou amarga e chata a maior parte do livro, mas aos poucos, foi mostrando que tudo não passava de mágoa do passado e das circunstâncias da vida.

      Então, descobri que ler Um gosto de amor não seria assim tão ruim. Pelo contrário. Me vi lendo o livro até altas horas. Troquei a TV que sempre assistia com meu esposo antes de dormirmos por páginas e mais páginas do livro. Quando terminava uma página eu queria ler a outra pra saber o que aconteceria a seguir.

      E havia Hawk. Como não se encantar por Hawk, tão charmoso e sexy? Nicole se encantou e acabamos vendo outro lado de Nicole florecer. Ela já estava bem mais maleável desde a volta de Claire, mas com Hawk deu para conhecer outro aspecto seu. E havia Raoul. Um jovem do time de futebol americano que Nicole hospeda em sua casa após descobrir que o mesmo estava vivendo em um prédio abandonado. Ele é uma graça e os dois criam um laço muito forte. E no fundo, Nicole estava tentando apagar de sua memória a responsabilidade por sua irmã caçula, Jesse, que a traira com seu marido.

      Agora... vamos colocar um pouquinho de defeito nos livros.

     Primeiro e mais importante, senti falta de mais cenas entre Nicole e Claire no segundo livro. No primeiro livro, apesar da história de Claire com Wyatt, as cenas dela com Nicole são muitas. Já no segundo livro, elas quase não aparecem juntas. Achei que Nicole deixou a irmã de lado em praticamente tudo que acontecia em sua vida amorosa, o que me deixou um pouco decepcionada. 

     Segundo... Gente, por que as coisas sempre acontecem tão rápido em livros, filmes e novelas? Os 2 livros, juntos, se passam em menos de 4 ou 5 meses. Claire se apaixona perdidamente por Wyatt já no primeiro mês e num instante está grávida e juram amor eterno. Nicole conhece Hawk e acontece a mesma coisa. O amor vem rápido demais, explosivo demais, intenso demais. Isso me faz me perguntar se na vida real isso também acontece. Ou se é apenas nos livros, afinal lá nós sabemos que aqueles personagens foram realmente feitos para viverem felizes para sempre.

     Terceiro... Quanta mulher grávida!! Até mesmo a cadela apareceu grávida. Achei meio clichê, mas não chegou a atrapalhar de um modo geral.


     Bom... Acho que era um pouco do que eu queria falar. Estou tentando voltar com meu hábito de leitura. Gostei da sensação de me sentir em outra realidade, quando me transportava para os lugares que estava lendo. Espero em breve estar aqui fazendo outra resenha.

terça-feira, 22 de maio de 2012

♥ Uma lição de vida

No primeiro dia de aula nosso professor se apresentou aos alunos, e nos desafiou a que nos apresentássemos a alguém que não conhecêssemos ainda.

Eu fiquei em pé para olhar ao redor quando uma mão suave tocou meu ombro.Olhei para trás e vi uma pequena senhora, velhinha e enrugada, sorrindo radiante para mim. Um sorriso lindo que iluminava todo o seu ser.


Ela disse: "Ei, bonitão. Meu nome é Rosa. Eu tenho oitenta e sete anos de idade.


Eu ri, e respondi entusiasticamente: "Muito prazer!", e ela me deu um gigantesco apertão.


Não resisti e perguntei-lhe: "Por que você está na faculdade em tão tenra e inocente idade?", e ela respondeu brincalhona: "Estou aqui para encontrar um marido rico, casar, ter um casal de filhos, e então me aposentar e viajar."


"Está brincando", eu disse. Eu estava curioso em saber o que havia motivado a entrar neste desafio com a sua idade, e ela disse: "Eu sempre sonhei em ter um estudo universitário, e agora estou tendo um!"


Após a aula nós caminhamos para o prédio da união dos estudantes, e dividimos um milkshake de chocolate. Nos tornamos amigos instantaneamente. Todos os dias nos próximos três anos nós teríamos aula juntos e falaríamos sem parar. Eu ficava sempre extasiado ouvindo aquela "máquina do tempo" compartilhar sua experiência e sabedoria comigo.


No decorrer de um ano, Rose tornou-se um ícone no campus universitário, e fazia amigos facilmente, onde quer que fosse. Ela adorava vestir-se bem, e revelava-se na atenção que lhe davam os outros estudantes. Ela estava curtindo a vida! No fim do semestre nós convidamos Rose para falar no nosso banquete de futebol. Jamais esquecerei o que ela nos ensinou.


Ela foi apresentada e se aproximou do podium. Quando ela começou a ler a sua fala, já preparada, deixou cair três, das cinco folhas no chão. Frustrada e um pouco embaraçada, elapegou o microfone e disse simplesmente: "Desculpem-me, eu estou tão nervosa! Eu não conseguirei colocar meus papéis em ordem de novo, então deixem-me apenas falar para vocês sobre aquilo que eu sei."


Enquanto nós ríamos, ela limpou sua garganta e começou: "Nós não paramos de jogar porque ficamos velhos; nós nos tornamos velhos porque paramos de jogar.Existem somente quatro segredos para continuarmos jovens, felizes e conseguir o sucesso.


Primeiro, você precisa rir e encontrar humor em cada dia.


Segundo, você precisa ter um sonho. Quando você perde seus sonhos, você morre. Nós temos tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem desconfiam!


Terceiro, há uma enorme diferença entre envelhecer e crescer. Se você tem dezenove anos de idade e ficar deitado na cama por um ano inteiro, sem fazer nada de produtivo, você ficará com vinte anos.


Se eu tenho oitenta e sete anos e ficar na cama por um ano e não fizer coisa alguma, eu ficarei com oitenta e oito anos. Qualquer um, mais cedo ou mais tarde ficará mais velho. Isso não exige talento nem habilidade, é uma conseqüência natural da vida. A idéia é crescer através das oportunidades.


E por último, não tenha remorsos. Os velhos geralmente não se arrependem por aquilo que fizeram, mas sim por aquelas coisas que deixaram de fazer. As lágrimas mais amargas diante de um túmulo, são mais por palavra não ditas do que por palavras ditas, portanto, não tenha medo de viver."


Ela concluiu seu discurso cantando corajosamente "A Rosa". Ela desafiou a cada um de nós a estudar poesia e vivê-la em nossa vida diária. No fim do ano Rose terminou o último ano da faculdade que começara há tantos anos atrás.


Uma semana depois da formatura, Rose morreu tranqüilamente em seu sono.


Mais de dois mil alunos da faculdade foram ao seu funeral, em tributo à maravilhosa mulher que ensinou, através de seu exemplo, que nunca é tarde demais para ser tudo aquilo que você pode provavelmente ser, se realmente desejar.


"Ficar velho é obrigatório, crescer é opcional".

domingo, 4 de dezembro de 2011

O segredo do casamento ♥

 
  Qual será o segredo dos casamentos duradouros?
 
   Casais que convivem há anos falam de paciência, renúncia, compreensão. Em verdade, cada um tem sua fórmula especial. Recentemente lemos as anotações de um escritor que achamos muito interessantes. Ele afirma que um bom casamento deve ser criado.

   No casamento, as pequenas coisas são as grandes coisas. É jamais ser muito velho para dar-se as mãos, diz ele. É lembrar de dizer "te amo", pelo menos uma vez ao dia. É nunca ir dormir zangado. É ter valores e objetivos comuns. É estar unidos ao enfrentar o mundo. É formar um círculo de amor que una toda a família. É proferir elogios e ter capacidade para perdoar e esquecer. É proporcionar uma atmosfera onde cada qual possa crescer na busca recíproca do bem e do belo. 
 
   É não só casar-se com a pessoa certa, mas ser o companheiro perfeito. E para ser o companheiro perfeito é preciso ter bom humor e otimismo. Ser natural e saber agir com tato. É saber escutar com atenção, sem interromper a cada instante.

   É mostrar admiração e confiança, interessando-se pelos problemas e atividades do outro. Perguntar o que o atormenta, o que o deixa feliz, por que está aborrecido. É ser discreto, sabendo o momento de deixar o companheiro a sós para que coloque em ordem seus pensamentos. É distribuir carinho e compreensão, combinando amor e poesia, sem esquecer galanteios e cortesia.
 
   É ter sabedoria para repetir os momentos do namoro. Aqueles momentos mágicos em que a orquestra do mundo parecia tocar somente para os dois. É ser o apoio diante dos demais. É ter cuidado no linguajar, é ser firme, leal.
 
   É ter atenção além do trivial e conseguir descobrir quando um se tiver esmerado na apresentação para o outro. Um novo corte de cabelo, uma vestimenta diferente, detalhes pequenos mas importantes. É saber dar atenção para a família do outro pois, ao se unir o casal, as duas famílias formam uma unidade.
 
   É cultivar o desejo constante de superação. É responder dignamente e de forma justa por todos os atos. É ser grato por tudo o que um significa na vida do outro. O amor real, por manter as suas raízes no equilíbrio, vai se firmando dia a dia, através da convivência estreita.

    O amor, nascido de uma vivência progressiva e madura, não tende a acabar, mas amplia-se, uma vez que os envolvidos passam a conhecer vícios e virtudes, manias e costumes de um e de outro. 

    O equilíbrio do amor promove a prática da justiça e da bondade, da cooperação e do senso de dever, da afetividade e advertência amadurecida.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Espírito Santo ♥

Espírito Santo ore por mim
Leve pra Deus tudo aquilo que eu preciso
Espírito Santo use as palavras
Que eu necessito usar mas não consigo
Me ajude nas minhas fraquezas
Não sei como devo pedir
Espírito Santo
Vem interceder por mim

Todas as coisas cooperam pra o bem
Daqueles que amam a ti
Espírito Santo vem orar por mim

Estou clamando, estou pedindo
Só Deus sabe a dor que estou sentindo
Meu coração está ferido
Mas o meu clamor está subindo.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

♥ Seja um idiota

A idiotice é vital para a felicidade.

Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?

hahahahahahahahaha!...

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?

É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?

Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.

Dura, densa, e bem ruim.

Brincar é legal. Entendeu?

Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.

Pule corda!

Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.

Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.

Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.

Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...

Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!

Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!
 
Arnaldo Jabor

domingo, 16 de janeiro de 2011

Strange Angels ♥

Vi esse livro a primeira vez no site da Saraiva. Estava olhando alguns livros pra comprar e ele estava entre os lançamentos. Confesso que foi uma “atração a primeira vista”. Gostei da capa e do nome. E depois de ler a sinopse, decidi que queria ler. Logo estava na minha listinha de livros a ler e comprar. Mas a Saraiva não quis que eu gastasse 200 reais em livros em novembro (o que, hoje, eu agradeço, rs), então acabei deixando de lado. Mas apenas até encontrar uma promoção na Submarino em dezembro. Lá estava eu gastando quase 100 reais em alguns livros (Não me arrependo, afinal, comprei 8 livros por cerca de 9,90 cada).

Fiquei emocionada quando meus livros chegaram *-*. Nem vou falar da minha irritação pelos meus livros que a Submarino cancelou. Bom, assim que peguei os livros, o primeiro escolhido foi justamente Strange Angels. Estava muito curiosa para ler a história.

Logo que comecei, identifiquei a história com Supernatural. Tinha algumas coisas em particular que me lembravam muito a série (falando nela, saudade enorme do Dean *-*). O começo do livro não me convenceu muito. Eu me via perdida em algumas cenas, onde a autora deixava detalhes subentendidos. É inevitável lembrar-se da saga Crepúsculo quando os chupas-sangue são mencionados. Aliás, eu diria que me lembrei de vários livros, séries e filmes ao ler esse livro, rs. Mas não nego que Strange Angels tem suas particularidades.

Pra ser bem sincera, o livro só me prendeu de verdade do meio pro fim, ou mais especificamente quando Christophe entra na história. Até porque é quando ele entra que algumas coisas começam a se encaixar. Acho que a saga ainda tem muito a nos contar e tem tudo pra ser boa, só espero que a autora consiga essa proeza.

O príncipe encantado ♥



Esse foi um livro que li só por ler. Como não trouxe nenhum dos meus livros comigo quando me mudei, acabei recorrendo aos meus e-books. E esse foi o escolhido. Mas acabou se revelando apenas mais um livro de banca mal escrito. A história é repetitiva, mas ainda havia meios de fazê-la ser boa. Coisa que a autora não soube fazer. Há diversas cenas que eu parei e soltei um “hã?”, porque diabos a autora fez isso? 

Não tenho mais nem o que falar, além de que esse se tornou apenas mais um entre tantos outros.

A arte da sedução ♥


Faz mais de dois meses que li esse livro, mas me esqueci completamente de vir fazer a resenha. Ok! Não exatamente esqueci, só ficava com preguiça de escrevê-la. No fim, me dei conta que se eu não escrevesse logo, nunca escreveria. 

Não tenho muito que falar desse livro. Primeiro pelo tempo que terminei de ler. Então, tudo que eu pensei que poderia falar dele enquanto estava lendo, eu já me esqueci. Segundo que não foi um livro que me empolgou muito. Comecei a ler porque era um romance de época, mas a escrita da autora não me agradou muito. Talvez seja a tradução, também.

Sem contar que em algumas cenas tudo acontece rápido demais, sem emoção, sem maiores detalhes. E mais... vem aquela velha sensação de “decepção” com os rumos da história e a certeza que eu escreveria diferente e melhor (sem me achar demais, rs).

domingo, 26 de dezembro de 2010

Natal ♥

E lá se foi o Natal... Na atual circunstância, tenho que agradecer por ter passado. Faz muito tempo que não tenho um Natal, natal, de se fazer uma ceia, ter a familia toda reunida, trocar presente... Esse ano eu tinha planos para o meu Natal, mas há 2 meses tudo na minha vida mudou. Meu natal, consequentemente.

Passei o natal trabalhando e, apesar de ter chegado em casa morta à noite, agradeço por isso. Não sei o que teria sentido se tivesse ficado emc asa sozinha, sem nada pra fazer, com a cabeça vazia, apenas pensando, pensando... Não foi um dia fácil. Dia de saudade, de pensar, de se arrepender, de querer fugir, de jogar tudo pro alto, de chorar, de temer... No fim, só o sono pra apagar todas as coisas da cabeça. Afinal, o dia seguinte estava aí, com mais trabalho, mais saudade, mais cansaço... 

Feliz Natal (atrasado) para todos!

 

domingo, 28 de novembro de 2010

Tudo novo... De novo ♥


Um telefonema. Bastou apenas isso para minha vida dar um giro de 360º. Um giro que ainda não me acostumei e que nesse momento está me fazendo sentir o coração doer imensamente.

Dessa vez, é tudo novo em Cruzeiro do Sul, Acre, do outro lado do Brasil, se considerarmos onde estava morando. Me ligaram sexta feira para saber se eu ainda estava interessada em trabalhar no laboratório que havia feito uma entrevista em abril. Pega de surpresa pela ligação, a minha resposta foi sim. Então, me avisaram que dentro de alguns minutos a Dra. com quem eu havia conversado em Abril iria me ligar. Assim que desliguei o telefone, meu coração parecia querer saltar pela boca. Liguei pra minha irmã e pra minha mãe. Precisava falar imediatamente com alguém. O nervosismo só aumentava a cada segundo. Parei para pensar na possibilidade de ir embora, mas a única resposta que recebi do meu coração foi um sonoro não. Mais tarde recebi a ligação e me passaram todas as informações. Eu teria 2 dias para dar a resposta.

Foi um final de semana horrível. Não consegui dormir, só fazia chorar. Eu não tinha a mínima idéia do que fazer. A oportunidade de trabalho era única. Profissionalmente, era tudo que eu precisava. Mas meu coração se recusava a me deixar pensar racionalmente, me mostrando as pessoas que eu gostava e estavam ao meu redor e das quais eu teria que abrir mão do convívio. Como escolher entre aqueles que se gosta e aquilo que você precisa para se realizar profissionalmente e até mesmo no lado pessoal?

Em menos de uma semana, estava com tudo pronto e embarcando para uma nova cidade, mas sem nenhuma certeza do que estava fazendo. Estava tão fora de mim que nem sequer me preocupei com o nervosismo que sempre sentia ao me imaginar viajando de avião. Os três primeiros dias foram assustadores. Não conseguia nem mesmo desfazer as malas e quando fiz isso, a única coisa que consegui fazer foi chorar.

Os dias foram passando e me enfiei de cabeça no trabalho. As 3 semanas que estou aqui foram tão corridas, e agradeço por isso, que raramente eu tinha tempo à toa pra parar e pensar. Cheguei a dormir menos de 4 horas por noite, ia pro trabalho morrendo de cansaço, quis enfiar o travesseiro na cabeça e continuar dormindo, mas ainda assim foram uns dos melhores dias. Só não foram melhores porque eu sinto um vazio muito grande no coração, mas as vezes é preciso fazer sacrifícios, não é mesmo?

Espero que esses sacrifícios não sejam em vão e que eu consiga me realizar na minha vida profissional e que dê tudo certo nessa nova etapa que se inicia em minha vida.


E agora sim eu posso dizer: Estou cansada de tanto trabalhar, mas feliz por isso. =)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Metamorfose ♥


     Presidentes da República, mais cedo ou mais tarde, amanhecem um belo dia como ex-presidentes. Em geral é um choque. Para os que entendem, de verdade, que numa democracia não dá para ninguém ser presidente pelo resto da vida, o impacto é recebido com mais naturalidade e pode ser administrado de forma mais racional. Para os que se julgam superiores a todos os que vieram antes deles ou que possam vir depois, e só se levantam da cadeira porque a lei os obriga, a hora da saída é um terremoto interior. Na cerimônia de transmissão do cargo talvez façam esforços para demonstrar ao público que aceitam de boa graça o fim do seu período na Presidência, sobretudo se conseguem eleger seu sucessor. Mas, secretamente, acham que a regra do tempo fixo para os mandatos só é aceitável em relação aos outros; não se conformam que seja aplicada também a eles, pois não aceitam a idéia de que exista qualquer outra ocupação à sua altura.

     No próximo domingo, com a definição de quem ficará em seu lugar a partir de 1º de janeiro de 2011, começa para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a contagem regressiva que o levará, dentro de dois meses, às realidades da ex-Presidência. O presidente, por tudo o que tem dito e feito nesta reta final da campanha, dá a impressão de estar gostando cada vez menos da perspectiva de voltar para casa. Já avisou que não vai “passar o bastão” da Presidência ao sucessor, porque “o bastão é do povo”; não explicou como, na prática, o povo iria utilizar o bastão que pretende lhe deixar, mas a conversa é de quem não quer largar o osso. Deu para se comparar, de novo, a Jesus Cristo, e garante que as derrotas dos seus adversários são “vingança de Deus” contra quem se opõe a ele. Cada vez mais, em seus discursos, diz que não vai “admitir”, não vai “aceitar”, não vai “deixar” que aconteça isso ou aquilo, como se o futuro do país estivesse sujeito à sua aprovação pessoal. O que fica, desta conversa toda, é a sensação de que Lula, no fundo, acha uma tremenda injustiça a necessidade de deixar a Presidência.É como se perguntasse: para que serve, então, ter 80% de popularidade, em vez de 30%, por exemplo, ou até de 1%, se você tem de ir embora do mesmo jeito?

      O fato é que o presidente da República tem no momento duas possibilidades à sua frente, e nenhuma é animadora. Uma vitória do candidato da oposição José Serra, no turno decisivo das eleições seria tão ruim, do seu ponto de vista, que nem o próprio Lula, provavelmente, é capaz de imaginar as reações que poderia ter diante de uma calamidade dessas. Uma vitória da candidata oficial, Dilma Rousseff, seria melhor, é claro, até porque ela sempre deverá ao presidente 100% dos votos que recebeu no primeiro turno e vai receber no segundo. É melhor, mas não resolve. Na verdade, ninguém resolve a vida de quem quer ficar mas precisa sair – e, se acaso alguém pudesse resolver, esse alguém certamente não seria o sucessor. No curto caminho que os presidentes fazem entre a porta do seu gabinete e a porta de saída do Palácio do Planalto, no dia em que passam a faixa, muito se perde e tudo se transforma; ao colocarem o pé na rua, no primeiro instante de sua nova vida como ex-presidentes, o mundo já é outro. A mudança mais notável é a rapidez com que vão deixando de ser prioritários os esforços que as pessoas fazem para estar perto deles. Certas coisas, talvez a maioria, perdem subitamente a importância – índices de popularidade, por exemplo, servem para bem pouco depois que se deixa a Presidência. Por mais que lhes devam o cargo, os sucessores logo começam a descobrir seus próprios méritos; o que jamais faltará é gente à sua volta dizendo exatamente isso. Elogios ao ex vão se tornando mais raros; a uma certa altura, passam a ser expressamente não recomendáveis. O sucessor não demora a se acostumar com a força de sua caneta. Habitua-se rapidamente, também, a pensar primeiro em si; dificilmente passará os próximos quatro anos tendo como prioridade o bem-estar e o futuro do seu antecessor.
 
     Uma das mais célebres transformações registradas na literatura mundial está no conto A Metamorfose, de Kafka; ali, como se sabe, o caixeiro-viajante Gregor Samsa, bom moço e herói da própria família, acorda um dia transformado num gigantesco inseto. A partir daí, o que realmente causa angústia não é a metamorfose de Samsa; perturbador, mesmo, é a mudança gradual e impiedosa nas pessoas que estão a sua volta. É para lidar com isso que presidentes da República a caminho da saída deveriam se preparar.

J. R. Guzzo
Artigo extraído da revista Veja - Edição 2188 - Ano 43 - nº 43
 
    
 
      *Resolvi colocar esse artigo aqui, porque foi uma das melhores opiniões que já li em relação ao presidente Lula e a atual eleição. Sendo assim, não preciso nem dizer que concordo plenamente com o que foi dito.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Para o mundo que eu quero subir ♥

    
     Quem nunca ouviu a frase: Para o mundo que eu quero descer? Eu já ouvi várias vezes e geralmente as pessoas a usam quando estão com suas vidas num ritmo muito acelerado de trabalho ou muito cansadas, estressadas. Hoje, também quero pedir ao mundo para parar, porque eu quero (e preciso) subir! Não quero mais ficar vendo o mundo onde as outras pessoas vão passando, girando, enquanto eu simplesmente olho, sem conseguir subir. Eu quero subir, eu quero girar, eu quero correr, eu quero simplesmente me sentir em sintonia com as outras pessoas.

     O mundo já ficou tempo parado demais pra mim. Já curti a vida de preguiça por tempo suficiente. É estranho hoje ouvir as pessoas falarem que gostariam de ficar dias sem fazer nada, só curtindo preguiça. Eu gostaria de trocar com elas, curtir um dia de correria, de trabalho, até mesmo de problemas e dor de cabeça, só para me sentir útil por um tempo, para saber o que é trabalhar e o que é sensação de querer um dia de preguiça porque se trabalhou demais, porque se está cansado de tantos problemas. Não quero mais ter dias de preguiça porque é apenas isso que me resta fazer.

     Ficar parado é muito ruim. O desanimo vai tomando conta da gente de uma tal forma que quando se dá conta, você não consegue se livrar dele. Você não faz nada o dia todo, gostaria de fazer, mas só de pensar em algo, já sente preguiça. Você é dominado por essa preguiça. Não consegue se livrar dela. Vocês viram parceiras. Quando chega a noite, olha-se pra trás e se pergunta o que você fez durante o seu dia. A resposta é sempre a mesma, já se acostumou com ela, mas não consegue se desfazer do gosto amargo que ela sempre deixa em sua boca ou na pontinha de desapontamento que surge. Pensar e lembrar que não fez nada (útil) o dia todo é... Não sei nem se consigo colocar isso em palavras. No fim do dia, me sinto cansada, não fisicamente, mas mentalmente.
     Todo esse meu desanimo afetou também a minha vontade de ler. Sim, até mesmo esse vício eu deixei de lado. Não consigo me concentrar pra ler. Não consigo achar uma história que me prenda. E olha que livros eu tenho, mas não dá vontade de ler nenhum deles. Dá vontade de ler aqueles que eu não tenho, mas será que se eu os tivesse, eu realmente iria querer ler? Acho difícil.

     Ahh, não posso só reclamar da vida. Também tem acontecido coisas boas. Terminei meu artigo de pós graduação, sábado eu já serei uma Biomédica Especialista em Hematologia, encontrei cursos na área de pericia criminal aqui em São Paulo pra eu fazer ano que vem, conheci uma pessoa legal (:D), estou criando outro tipo de vínculo muito especial com a minha irmã... entre outras coisas, rs.

     Enfim, deixando de reclamar e pensando no futuro, com o fim da pós graduação, espero que eu consiga um emprego (se não for pedir mundo, que seja na minha área) e que as coisas mudem um pouquinho, ao menos ao ponto que eu me sinta bem comigo mesma. E que tudo que está acontecendo de bom na minha vida, continue dando certo, porque são coisas importantes pra mim.

Os homens que não amavam as mulheres ♥

     A primeira vez que "ouvi" falar desse livro foi em uma comunidade do orkut. Creio que na época o livro tinha acabado de ser lançado no Brasil, pois várias pessoas comentavam que queriam ou que tinham lido. Diante de tantos comentários fiquei curiosa pra ler também, porém, como eu já imaginava isso ia demorar muito, rs. Foi só depois de algum tempo que descobri que esse tal livro que tanto falavam era o primeiro volume de uma trilogia, a Trilogia Millenium.

     Depois disso, li uma reportagem na revista Veja, onde falavam da série e sobre o livro que seria lançado sobre a mesma. A minha curiosidade em ler só aumentou, pois a crítica da revista foi consideravelmente boa (levando em consideração as críticas de filmes que fazem na Veja São Paulo... filme nenhum é bom o bastante pra eles). Pensei em ler pelo pc, mas esse é um dos livros que, apesar de querer muito ler, prefiro esperar e ler o livro. Surgiu a oportunidade de eu comprá-lo recentemente em uma promoção da Saraiva (eu acho, ou submarino, não lembro, rs), mas, porém, contudo, entretanto, todavia existia um problema: a capa do livro. Sim! Eu queria o livro da capa bonita, que era mais caro, não a capa feia da edição econômica. Sei que o contéudo é o mesmo e bla bla bla, mas ainda assim eu queria a capa bonita.

     No fim, entre ter a capa bonita e não ter nenhum, decidi ficar com a capa feia e comprei os dois primeiros livros da série. E depois dessa longa história, vamos, enfim, falar do livro.

     O que falar sobre ele? Acho que é por isso que fiquei nesse bla bla bla, porque na realidade não sei o que escrever sobre Os homens que não amavam as mulheres. É sério! Se alguém me perguntar hoje se a série é boa vou ter que responder que não sei. E daí devem se perguntar, "como assim não sabe? Vc lê o livro e não sabe se ele é bom?" Exatamante! Não sei como definir o que sinto ou senti lendo esse livro. Em alguns momentos penso em colocá-lo como um livro bom e em outras como mais ou menos. Vamos ao porque...

     O livro começa estranho. Começam falando de um senhor que recebe uma flor todos os anos, mas não sabe quem é o remetente. E esse fato o deixa irritado, intrigado e eu diria amedrontado. Depois desse senhor comunicar a outro senhor o recebimento dessa flor, o autor fala horas e horas (literalmente) sobre a tal flor, de onde veio, como chama e bla bla bla. Acaba o prólogo e ninguém entende nada. Mas tudo bem, a gente nunca entende nada do que escrevem no prólogo até ler o livro, não é mesmo?

     No primeiro capítulo somos aprensentados a Mikael Blomkvist e uma longa história sobre a vida dele se segue. Lá pela página 80, quando Henrik (o velho que recebeu a flor no prólogo) aparece, as coisas começam a fazer um pouco de sentido. Mas devo confessar que um sentido confuso. Henrik quer descobrir o que aconteceu com sua sobrinha que desapareceu há mais de 40 anos e pede a ajuda de Mikael para isso. Este, que está com sua carreira jornalistica arruinada, aceita ajudá-lo após saber que em um ano poderá dar a volta por cima em sua carreira com informações dadas por Henrik.

     Mikael começa então a saber como tudo aconteceu no dia em que Harriet desapareceu. E daí a história volta a ficar confusa e um pouco cansativa. A família de Henrik é enorme e eu acabava me perdendo em meio a tanta gente, tanta descrição do autor sobre a vida de cada membro da família. Às vezes eu precisava retornar algumas páginas pra conseguir me lembrar quem era mãe de quem, quem era primo de quem, quem era quem. E esse fato do autor sempre ter algo a contar sobre alguém ou algo, deixava as coisas cansativas.

     Mas continuei lendo, principalmente porque queria saber o que realmente tinha acontecido com Harriet. E esse é um fato do livro que não dá pra não ficar curioso. A forma como o autor montou o desaparecimento dela é íncrivel, você fica fazendo várias perguntas a si mesma sobre o que pode ter acontecido.

     Lisbeth. Ela é o outro motivo que me fez querer continuar lendo, quer dizer, ao menos quando ela e Mikael se encontram, que é quando o livro finalmente engata a marcha e fica melhor. Porém, é justamente com Lisbeth que acontece as cenas mais pesadas da história. Confesso que fiquei um pouco assustada e boqueiaberta com a forma como o autor escreveu e fez as coisas acontecerem com essa personagem. Mas, enfim...

     Então, respondendo porque não sei o que achar sobre o livro... Se me basear na história do desaparecimento de Harriet, vou dizer que gostei. Se me basear na enrolação e quantidade de personagens do autor, vou dizer que achei confuso e cansativo. Se me basear nas coisas que aconteceram com Lisbeth, nas relações entre alguns personagens, vou dizer que é encandaloso e um romance frio, sem graça. Me dei conta que achei mais coisas que não gostei do que coisas que gostei, rs. Mas pensando no todo, eu diria que vale a pena ler a história só pelo mistério que há nela.

     E quanto a continuação da série, eu pretendo ler, sim. Comecei, inclusive, mas não consegui passar da página 30, não por culpa do livro, mas por culpa minha mesmo... Só que esse é um assunto para o próximo post do blog.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

I´m back ♥

      Depois de ficar uma semana sem computador, I´m back! O que eu fiz nessa última semana? Nada, literalmente. Mas vamos ao resumo da minha dramática semana...
       O drama teve início na quarta-feira quando tentei ligar meu pc e ele simplesmente não quis ligar. Quer dizer, ligava, mas não carregava todas as configurações, aparecendo só a minha foto de tela de fundo (que diga-se de passagem é muito linda, euzinha na minha formatura). Primeira atitude? Raiva! Tentei mil vezes ligar e era sempre a mesma coisa. Segunda atitude? Desespero! Foi só lembrar que o arquivo do meu artigo científico da pós-graduação estava no pc e que eu não o tinha salvo em mais nenhum outro lugar para o desespero tomar conta da minha pessoa. Apesar de alguém ter me dito que eu provavelmente não iria perdê-lo (e eu confiar nos conhecimentos desse alguém), não consegui pensar em outra coisa a não ser no desastre que seria se eu perdesse meu arquivo.
       Só consegui que o homem viesse olhar o pc na quinta-feira à noite. Até lá, muita dor de cabeça e ansiedade pela espera. Para a minha enorme felicidade, ele conseguiu ligar o pc depois de apertar um monte de coisa no teclado e salvou meu artigo, antes de qualquer coisa. Enfim, deixou o pc ligado para que eu salvasse tudo que eu precisasse, pois no dia seguinte ele buscaria meu baby, porque ele estava com virose e precisava ir pro hospital. E lá se foi...
        Sábado... Domingo... Segunda... Terça... Quarta... Os dias passaram e nenhuma notícia do meu baby. E pra piorar a situação, além do feriado, é claro, meu telefone não estava funcionando, assim não tinha como eu tentar falar com o homem. Em todos esses dias a única coisa que me restou fazer foi ver TV e dormir, e não esquecendo de outro drama, passar mal. Vi novela que eu nunca tinha visto, vi programas que eu nem sabia que existiam... Vi filme, vi seriado e ouvi música. Tentei ler, mas não tive muito sucesso. Consegui terminar Os homens que não amavam as mulheres (depois coloco a resenha aqui), mas só. E quando cansava, dormia. Tentei ir ao cinema ver Tropa de Elite 2, mas não tinha mais sessões e tinha tanta gente na fila que desisti até mesmo de ver outro filme (quero ver Tropa de Elite, poxa!) Ahh, sem contar que nesses dias tive ainda mais tempo à toa pra pensar... Pensamentos bons, pensamentos ruins, pensamentos maravilhosos, pensamentos dolorosos, pensamentos novos, pensamentos antigos... pensamentos que mais pareciam uma montanha russa... ora estavam e me deixavam no alto, ora estavam e me deixavam lá embaixo...
        Para a minha enorme felicidade, me ligaram hoje para ir pegar meu baby. Dei até um beijinho de boas vindas. Enfim, com ele funcionando novamente já consegui terminar meu artigo e agora tenho que organizar todos os arquivos que tirei dele para formatar. Viso que terei um enorme trabalho pela frente. Mas vai valer a pena só por estar de volta...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Grandes e pequenas mulheres ♥

      Há mulheres de todos os gêneros. Histéricas, batalhadoras, frescas, profissionais, chatas, inteligentes, gostosas, parasitas, sensacionais. Mulheres de origens diversas, de idades várias, mulheres de posses ou de grana curta. Mulheres de tudo quanto é jeito. Mas se eu fosse homem prestaria atenção apenas num quesito: se a mulher é do tipo que puxa pra cima ou se é do tipo que empurra pra baixo.
    Dizem que por trás de todo grande homem existe uma grande mulher. Meia-verdade. Ele pode ser grande estando sozinho também. Mas com uma mulher xarope ele não vai chegar a lugar algum.
    Mulher que puxa pra cima é mulher que aposta nas decisões do cara, que não fica telefonando pro escritório toda hora, que tem a profissão dela, que o apóia quando ele diz que vai pedir demissão por questões éticas e que confia que vai dar tudo certo.
     Mulher que empurra pra baixo é a que põe minhoca na cabeça dele sobre os seus colegas, a que tem acessos de carência bem na hora que ele tem que entrar numa reunião, a que não avaliza nenhuma mudança que ele propõe, a que quer manter tudo como está.
    Mulher que puxa pra cima é a que dá uns toques na hora de ele se vestir, a que não perturba com questões menores, a que incentiva o marido a procurar os amigos, a que separa matérias de revista que possam interessá-lo, a que indica livros, a que faz amor com vontade.
    Mulher que empurra pra baixo é a que reclama do salário dele, a que não acredita que ele tenha taco pra assumir uma promoção, a que acha que viajar é despesa e não investimento, a que tem ciúmes da secretária.
    Mulher que puxa pra cima é a que dá conselhos e não palpite, a que acompanha nas festas e nas roubadas, a que tem bom humor.
    Mulher que empurra pra baixo é a que debocha dos defeitos dele em rodinhas de amigos e que não acredita que ele vá mais longe do que já foi.
    Se por trás de todo grande homem existe uma grande mulher, então vale o inverso também: por trás de um pequeno homem talvez exista uma mulherzinha de nada.
 
Martha Medeiros

domingo, 19 de setembro de 2010

A vida realmente me ensinou? ♥

Estava aqui, em um dos meus inúmeros momentos de parar e enquanto olho o nada, me perguntar o que de bom tem pra fazer (infelizmente, a resposta para essa “pergunta” sempre é nada), quando me lembrei da existência do blog. Sim, o blog só existe ainda por causa do desafio de livros e o desafio de 101 coisas em 1001 dias. E exatamente por causa desse último, me dei conta que precisava postar.

O que, foi a pergunta seguinte. A resposta não demorou muito. Como tem sido ultimamente, deixaria aqui uma música ou um texto qualquer. O post seria a música Um novo adeus, do Rosa de Saron. Seria... Ao olhar o blog e reler o texto do último post, me dei conta que ele não se encaixa completamente comigo. Então, vou tentar descobrir o que exatamente a vida me ensinou dessas coisas. Diria que esse post é mais um desabafo ou um momento de insanidade de alguém que não tem nada pra fazer...

A vida me ensinou não apenas a dizer adeus as pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração, me ensinou também que quando eu as esqueço tão facilmente é porque na verdade eu nunca as amei como julguei um dia amar. Às vezes dizemos amar uma pessoa, mas nem sempre temos a certeza se esse amor é real ou não. Ainda preciso aprender como distinguir o real do imaginário...

Sorrir às pessoas que não gostam de mim pode ser uma tarefa fácil quando eu tenho raiva delas, mas não é quando essas pessoas me fazem sentir extremamente inferior ou humilhada. Quando isso ocorre, o máximo que consigo fazer é abaixar a cabeça e mentalmente me ferir com palavras que provavelmente aquele que não gosta de mim estaria me dizendo...

A vida realmente me ensinou a fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, mas não para que eu possa acreditar que tudo vai mudar. Aprendi a fazer isso porque a maior parte da minha vida eu vivi fechada em um mundo particular, onde existia apenas eu e mais ninguém. Eu só podia contar minhas coisas pra mim mesma. É por isso que aprendi a fazer de conta, porque não queria pessoas que não eram tão chegadas perguntando o que eu tinha...

Aprendi até demais a me calar para ouvir, ultimamente tenho pensado se não levei muito a sério esse aprendizado, pois não consigo mais falar, quero apenas ouvir... E assim continuo errando e tentando aprender com meus erros. Mas será que eu realmente posso ser sempre melhor? Será que eu consigo?

Não sei se luto contra as injustiças. Talvez sim, mas tenho certeza que em vários momentos apenas cruzo os braços e deixo que essas injustiças aconteçam livremente perante meus olhos. Porém, tenho a extrema facilidade de sorrir quando o que mais desejo é gritar, como faço agora, como fiz ontem, como tenho feito nos últimos dias. Sorrir, para fingir que nada acontece, afinal nada realmente acontece...

Apesar de ainda cursar o primário nessa área, acho que consegui aprender um pouco do que me foi ensinado. Aprendi a tentar ajudar aqueles que amo, a ser carinhosa quando precisam, a ouvir... Ainda não sou nota A+, mas tentarei chegar o mais perto disso algum dia...

O que parece ser mais difícil de aprender, é o que a vida acaba por nos ensinar primeiro. Deveríamos banir de nossas vidas todos aqueles que nos machucam de alguma forma, seja ela consciente ou inconsciente. Mas simplesmente não consigo. Ao contrário disso, eu lhes dedico o meu amor, os meus pensamentos, lhes dou sempre o melhor de mim, o mais belo dos sorrisos, deixando de lado tudo o que eles um dia fizeram pra me magoar. Será que isso é amar e perdoar incondicionalmente? E será que também sou perdoada e amada incondicionalmente por essas mesmas pessoas a quem dedico o meu amor e perdão?

E como a vida me ensinou a sonhar acordada... E como eu gostaria de conseguir fazer isso parar! São tantos pensamentos, tanta coisa, que em alguns momentos penso que vou enlouquecer. Em outros, simplesmente sinto vontade de chorar ou sorrir feito idiota. E não, raramente consigo acordar para a realidade. Às vezes é até mesmo difícil dizer o que é realidade e o que é apenas minha imaginação. Fantasio demais, penso demais e acabo me perdendo em meio a tudo isso. E geralmente gosto de viver naquilo que fantasio porque é sempre tão mais atraente que a minha própria realidade. Apesar de algumas vezes não gostar de pensar demais, em outras é a minha única saída. Saída para aqueles momentos dolorosos em que quero mascarar a realidade, pois ela é tão cruel e dolorosa...

Estou aprendendo ainda a aproveitar os momentos de felicidade, pois só agora estou vendo o quão escassos eles podem ser. E, sim, aprendi a apreciar coisas simples da vida, como olhar estrelas e ver um pôr do sol. Nesses momentos, podemos extrair felicidade, mesmo que em pequenas porções...

Aprendi a sentir a dor do adeus, mas será que aprendi a preservar só aquilo que me trouxe felicidade? Acho que não. Ainda tenho a terrível mania de me focar naquilo que aconteceu de pior, deixando a ferida aberta permanentemente, trazendo dor sempre que me lembro dela... 

Sempre deixei as minhas janelas abertas para o amor, abertas até demais, eu diria, e não temo o futuro, ou finjo não temer...

Me ensinou muitas coisas, Vida, mas ainda preciso aprender mais. Preciso aprender tantas coisas que temo não ter tempo para aprender todas elas antes de cometer erros que não poderei consertar depois. Temo nunca aprender a lapidar minha vida para que ela se transforme realmente num diamante ou se o fizer, fazer de maneira errada, afastando do meu presente e do meu futuro aqueles que me amam ou não deixando que outros se aproximem o suficiente para vir a me amar...
Não faço a mínima idéia se o que escrevi tem algum nexo ou coerência como um texto ou se alguém vai compreender, se reler, imagino que nem eu mesma irei compreender... apenas senti uma enorme vontade, em algum momento, em escrever essas palavras. Um texto confuso... como eu me sinto agora...

E não tem como não deixar, no final, a música que estou viciada no momento. Renato Viana cantando ela é simplesmente lindo...
Passo os dias
E olho sempre minha janela
E eu conto
Cada hora pra que Você volte aqui
Enquanto isso
Eu aceito a minha sentença
E peço a Deus
Que venha aqui e ajude a me recompor

Vem me abraçar depressa
Nesse doce reencontro
Sente aqui bem ao meu lado
E conte uma história
Que logo chega um novo adeus

Aqui dentro
Tudo está do jeito que Você deixou
O mesmo jeito
Que me ensinou a Te esperar
Mas minha vida
Corre com tanta pressa lá fora
Fotos na sala
Retratam toda a Sua ausência